Apoio ao Utente

A área de apoio ao Utente da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), é um espaço de informação online, especialmente desenvolvido para dar resposta às necessidades dos utilizadores de serviços de Psicologia. Podem ser encontradas aqui, de forma objectiva e simples respostas relativas aos nossos serviços. Encontrará aqui informação diversa, nomeadamente, através de respostas a Perguntas Frequentes (FAQ) sobre diferentes serviços administrativos.

Nesta fase inicial, a informação online abrange apenas algumas áreas, sendo a nossa intenção a permanente actualização de conteúdos, pelo que agradecemos o seu contributo para o endereço electrónico tecnico.psicologia@ordemdospsicologos.pt. Contamos com a sua colaboração. Obrigado.

FAQ’s Consumidor

1. Como posso ter a certeza que uma pessoa é mesmo psicólogo(a)?

Para o exercício da psicologia, em Portugal, é obrigatório o(a) psicólogo(a) estar inscrito(a) na Ordem dos Psicólogos Portugueses e possuir Cédula Profissional. A cédula é um documento com elementos únicos e intransmissíveis, que identificam o(a) profissional, nomeadamente: número de cédula, nome completo e nome profissional.

2. Existe alguma lista de psicólogos que eu possa consultar?

A OPP disponibiliza o menu Directório, através do qual se pode confirmar a inscrição de um/a psicólogo/a na Ordem. Paralelamente, poderá consultar o site www.encontreumasaida.pt que foi desenvolvido no âmbito da primeira campanha de promoção do papel dos psicólogos na sociedade criada pela OPP e que apresenta aproximadamente 4 mil psicólogos que georreferenciam os seus serviços. 

3. Por que áreas estão distribuídos os psicólogos?

Os psicólogos estão, maioritariamente, distribuídos pelas seguintes áreas:

  • Clínica e Saúde
  • Social e das Organizações
  • Educacional

Mas, também os podemos encontrar em áreas como:

  • Criminal e Comportamento Desviante
  • Desporto

Actualmente, a área com mais “especialidades” é a Clínica, onde podemos encontrar várias sub-áreas, nomeadamente: investigação, neuropsicologia, sexologia, prevenção da doença e promoção da saúde, psicopatologia e perturbações, psicometria, stress pós-traumático, etc.

4. Qual a área mais adequada para o meu problema?

Deverá consultar um psicólogo que aplique o modelo mais eficaz para o seu problema. Para esse efeito, a Ordem dos Psicólogos sugere que consulte, junto de sociedades científicas, quais os técnicos e modelos mais adequados à sua questão, sendo fundamental que indique: idade, género e problemática.

5. Quanto tempo demora um acompanhamento psicológico?

O tempo de acompanhamento psicológico depende do problema que está a ser tratado, não havendo, por isso, um tempo mínimo e máximo estabelecido, mas será uma questão que pode e deve ser discutida com o seu psicólogo.

6. Os psicólogos estão obrigados a manter a confidencialidade do que lhes é dito em contexto clínico? Há excepções?

Sim, os psicólogos estão obrigados a manter a confidencialidade em contexto clínico. Tudo o que lhes é revelado em consulta deve ser mantido em confidencialidade, com algumas excepções relacionadas com a existência de um risco e/ou perigo de vida imediato para o próprio e/ou outros.

7. Existe alguma tabela de preços de consultas de psicologia?

Não. Não existe nem vai existir uma tabela de preços de serviços prestados pela psicologia a ser disponibilizado pela Ordem dos Psicólogos.

8. Os psicólogos são obrigados a passar recibos relativos às consultas?

À semelhança de outras prestações de serviços, sempre que houver um pagamento inerente a uma consulta de psicologia, deve haver um recibo relativo a esse pagamento. O recibo pode ser emitido pelo psicólogo, se for trabalhador independente, ou pela instituição, clínica ou gabinete onde exerce as suas consultas, na forma de Factura/Recibo.

9. Em que é que um psicólogo é diferente de um médico psiquiatra?

O psicólogo não é médico. O psicólogo tem um tipo de intervenção diferente da de um psiquiatra, nomeadamente: técnicas de diagnóstico próprias, instrumentos de avaliação próprios, e uma intervenção centrada na relação terapêutica, não receitando qualquer tipo de medicamentos. A psicologia acompanha diversos tipos de problema, independentemente da origem ser fisiológica/orgânica, existencial, traumática.

10. Para saber se o desempenho de um psicólogo, em consulta, está correcto, a quem devo recorrer?

Pode, e deve, recorrer à Ordem dos Psicólogos dado que esta é a instituição que regula a profissão de psicólogo(a) em Portugal. Como tal, a Ordem está habilitada a esclarecer questões de ética e deontologia, através do Código Deontológico em vigor, e a investigar sobre as práticas e/ou exercer, sempre que se justifique, o poder disciplinar sobre os profissionais inscritos de acordo com o Regulamento Disciplinar em vigor.

11. A Ordem dos Psicólogos recebe reclamações e/ou queixas por parte do público?

Sim. A Ordem dos Psicólogos recebe e trata reclamações/queixas relativas à prática profissional dos psicólogos sendo as mesmas tratada de acordo com a legislação em vigor, ou seja, do Código Deontológico e do Regulamento Disciplinar, instrumentos fundamentais ao órgão competente para o efeito - Conselho Jurisdicional.

12. Existem psicólogos especializados em problemas de crianças?

Sim. Existem psicólogos que estão vocacionados para o acompanhamento de crianças e das suas problemáticas específicas, entre outros: hiperactividade, dificuldades com o sono, dificuldades de aprendizagem.

13. O psicólogo pode dar consultas em gabinetes médicos?

Sim. O psicólogo pode dar consultas desde que não haja sobreposição de intervenções e/ou conflito de interesses entre a sua área a de qualquer outra área que exista no gabinete médico.

14. O psicólogo pode dar consultas em casa?

Pode desde que o espaço onde o psicólogo dá consultas seja, obrigatoriamente, distinto do seu espaço pessoal e privado e que assegure a confidencialidade do cliente, nomeadamente através de acessos e condições de acústica apropriadas.

15. O psicólogo pode dar consultas em casa da pessoa que a ele recorrer?

Ainda que não seja uma prática habitual, em situações excepcionais isso poderá ser possível desde que se mantenha as condições básicas inerentes à sua prática.

16. O psicólogo pode exercer outras áreas que não psicologia?

Pode, desde que isso não represente qualquer conflito de interesses (ético, pessoal, profissional) e desde que não o exerça no mesmo espaço e/ou contexto.

17. Sempre que são aplicadas provas de avaliação por parte de um psicólogo, o resultado das mesmas é confidencial?

Os resultados da aplicação de provas de avaliação psicológicas são propriedade do cliente. O ideal será o cliente tenha acesso aos mesmos através do psicólogo ou de outro por si indicado, no sentido de evitar más interpretações. Se a decisão da aplicação da prova for acordada entre o psicólogo e uma instituição para a qual o psicólogo trabalha, do mesmo modo o cliente pode ter acesso aos resultados a não ser que esteja previamente acordada outra condição.

18. A Psicologia é uma terapia alternativa?

Não. A Psicologia é uma ciência, que utiliza o método científico, técnicas próprias, sem recorrer a medicação, com psicopatologias devidamente diagnosticáveis, em que as perturbações são avaliadas através de instrumentos previamente validados, específicos e mensuráveis, e intervencionadas através de técnicas validadas cientificamente.

19. Diz-se na gíria que “só os malucos é que vão ao psicólogo”. Isto é verdade?

Não. A intervenção é sempre feita com base em pressupostos científicos, independentemente da perturbação ou da fase de vida específica (ou episódio isolado) pela qual a pessoa está actualmente a atravessar. Qualquer pessoa sem nenhuma perturbação diagnosticada poderá beneficiar de uma intervenção psicológica aumentando o conhecimento de si própria ou trabalhando qualquer tipo de questões vivenciais (existenciais).

20. Os psicólogos trabalham sempre sozinhos ou também em equipa?

Os psicólogos podem trabalhar sozinhos mas também podem trabalhar em equipas multidisciplinares, em conjunto com outros técnicos, sobretudo em contextos institucionais como, por exemplo, Hospitais, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Escolas, etc.

21. Se o psicólogo necessitar de supervisão da sua prática profissional, pode revelar o nome do seu cliente?

Não. O psicólogo não pode nem deve, em alguma circunstância, revelar o nome do seu cliente.

22. Os psicólogos fazem investigação?

Sim. Os psicólogos fazem investigação, nomeadamente com protocolos com Universidades, Fundações, Hospitais e empresas privadas.

23. Quais os locais onde posso ter acesso a consultas de psicologia mais baratas ou gratuitas, comparticipadas ou de cariz social?

Poderá solicitar essa informação nos seguintes locais: Centro de Saúde da sua área de residência, Hospitais e Instituições de Solidariedade Social.

24. Os pais/cuidadores devem ou não estar presentes nas consultas de psicologia do filho/criança ao seu cuidado?

Depende da situação. O psicólogo deve usar o seu julgamento profissional para salvaguardar a confidencialidade dos dados que lhe são fornecidos durante a consulta. No entanto, não deve impedir, aos pais/cuidadores, o acesso a dados fundamentais que promovam a melhoria da qualidade de vida da criança.

25. Se algum elemento da família e/ou amigos se dirigirem ao psicólogo para solicitar informações relativas a um acompanhamento específico que esteja a ser feito a um amigo ou familiar seu, o psicólogo pode divulgar?

Não. Em nenhuma circunstância o psicólogo deve facultar, a quem externo ao processo, lhe solicita, qualquer informação relativa a um acompanhamento psicológico, a não ser que para isso seja mandatado pelo seu cliente.

26. Se um psicólogo for notificado pelo tribunal, a levantar o sigilo dos dados fornecidos pelo seu cliente, pode quebrar a confidencialidade?

Pode. Mas a abordagem mais adequada que o psicólogo pode ter, numa audiência/audição, será falar sobre a boa prática da psicologia, de quais os métodos utilizados para uma determinada intervenção e/ou acompanhamento e deixar ao critério do Tribunal o juízo se, uma determinada prática, foi bem ou mal aplicada. É da competência do psicólogo, caso notificado, informar as autoridades acerca das probabilidades de um determinado cidadão, com um determinado perfil e/ou diagnóstico, representar uma ameaça, com potenciais comportamentos de risco.

27. Os psicólogos devem explicar, numa primeira consulta, qual o método que utilizam e vão utilizar ao longo da sua intervenção?

Sim. É da responsabilidade do psicólogo informar e acordar com o cliente o utilizador dos serviços as principais linhas de intervenção assim como os honorários aplicáveis.
O psicólogo poderá também, se considerar que a revelação de determinadas informações poderá ser prejudicial para o seu cliente, invocar o direito de escusa que poderá ser retirado por um tribunal de instância superior.