
"Todos sabemos como é difícil conseguir estas mudanças", afirma Miguel Ricou, elogiando o trabalho de "resiliência" da Ordem dos Psicólogos Portugueses para que passassem a ter um membro designado no CNECV. "Ganhamos todos: psicólogos, CNECV e sobretudo as pessoas", congratula-se.
O actual Presidente do Conselho de Especialidade da Psicologia Clínica e da Saúde da OPP foi anteriormente Presidente da Comissão Ética da Ordem dos Psicólogos, depois de ter sido Presidente do Conselho Jurisdicional. "Sempre defendi que a ética, como ciência da relação, era central na psicologia", afirma.
Do mandato de cinco anos que agora se inicia espera poder "trazer e cunhar" a perspectiva das questões relacionadas com a tomada de decisão "na dinâmica e trabalho" do CNECV. "Seja na forma como o Conselho vai construir os seus pareceres, seja nos contextos em que o Conselho pode intervir, promovendo reflexões e alertando consciências", explica.
O CNECV foi criado em 1990 e funciona junto da Assembleia da República desde 2009. É um órgão consultivo independente e tem como missão analisar os problemas éticos suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida.
Fotos: Assembleia da República/Mafalda Gomes





















