
A OPP encontra-se permanentemente disponível e operacional para, sempre que solicitada pela ANEPC, ativar de imediato a Bolsa de Intervenção em Crise e Catástrofe, constituir equipas e garantir uma resposta técnica, ética e institucionalmente coordenada, em estreita articulação com as restantes entidades do sistema de proteção civil.
Nos últimos dias, a OPP tem estado em contacto permanente com a ANEPC, ao abrigo do protocolo estabelecido em 2016, demais estruturas da saúde e proteção civil, e com os representantes dos respetivos Municípios. As equipas de proteção e socorro, incluindo psicólogos, têm estado a realizar avaliação no terreno, prestar o apoio psicossocial, verificar as condições e as necessidades, sobretudo dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças e idosos.
Mais se informa que os pedidos para ativação da Bolsa por parte dos Municípios devem ser feitos pelos canais oficiais, ao respetivo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil, seguindo o princípio da subsidariedade.
Os pedidos para ativação da Bolsa por parte de outras entidades ou representantes locais devem ser feitos junto dos Municípios e estes ao respetivo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil.
O apoio psicossocial nas comunidades afetadas deverá ocorrer de forma mais intensiva após a reposição das condições de normalidade, segurança e proteção. No entretanto, a OPP foi informada que todas as entidades competentes estão a desenvolver os trabalhos de resposta, em conformidade com as suas atribuições e competências, na medida em que as necessidades tenham sido identificadas e validadas.
Neste sentido, a OPP, através de um Grupo de Missão, desenvolveu ainda um modelo de intervenção dirigido à fase pós-emergência, centrado na recuperação psicossocial e no reforço da resiliência das comunidades afetadas pelos eventos críticos - Atuação de Nível 1 – Intervenção Psicossocial de Base Comunitária. Esta atuação é distinta da intervenção psicológica em contexto de catástrofe (resposta imediata) e tem como objetivo apoiar indivíduos, famílias e comunidades através de ações de base comunitária, de promoção da ligação social, da autoeficácia, da literacia em saúde mental e da capacitação dos atores locais.
Está em curso a construção de parcerias para a implementação desta atuação nos territórios. Foi definido um protocolo de referenciação para situações que careçam de intervenção especializada pós-emergência, encontrando-se prevista a articulação com a Direção-Geral da Saúde, o Serviço Nacional de Saúde e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.
A OPP promoveu já a capacitação de psicólogos/as nesta área e continuará a investir na consolidação deste novo patamar de intervenção, orientado para a qualificação das respostas territoriais e para o fortalecimento das parcerias locais, contribuindo para uma recuperação psicossocial mais estruturada e sustentável das comunidades afetadas.
A OPP agradece a disponibilidade e o espírito de colaboração demonstrados por psicólogos/as, entidades e autarquias, reafirmando que qualquer mobilização da Bolsa deverá respeitar o enquadramento legal e operacional definido entre a OPP e a ANEPC, garantindo a segurança dos profissionais e a eficácia da intervenção junto das populações.
O que é e para que serve a Bolsa para a Intervenção Psicológica em Situações de Catástrofe?
A Bolsa de Psicólogos/as para Intervenção Psicológica em Situação de Catástrofe foi criada no âmbito da sua responsabilidade social e formalizada através de protocolo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o objetivo de integrar a OPP como agente do Sistema Nacional de Proteção Civil no domínio da intervenção psicológica em contextos de acidente grave ou catástrofe.
A Bolsa destina-se à resposta psicológica precoce e imediata em contextos de emergência, nomeadamente através da aplicação de Primeiros Socorros Psicológicos, apoiando vítimas, familiares e profissionais de socorro, em articulação com as estruturas de proteção civil no terreno.
Não se destina à prestação de acompanhamento clínico continuado nem ao tratamento posterior de psicopatologia.
Quem integra a Bolsa?
Integram esta Bolsa exclusivamente psicólogos/as com formação específica em Intervenção Psicológica em Situação de Catástrofe, estando habilitados para intervir em contextos de elevada exigência técnica, organizacional e ética.
Como é feita a ativação?
Ocorre exclusivamente mediante solicitação formal da ANEPC à OPP;
enquadra-se no modelo de comando e coordenação do sistema de proteção civil e na organização do respetivo Teatro de Operações;
é acionada quando se verifica a necessidade de reforço especializado em intervenção psicológica, após mobilização das respostas de primeira linha no terreno.
A OPP não ativa a Bolsa por iniciativa própria nem responde a pedidos diretos de municípios, entidades locais ou cidadãos sem que a mesma seja feita em articulação formal com a ANEPC.
Organização da resposta no terreno
Sempre que a ANEPC solicita a ativação, a OPP:
- constitui equipas de intervenção;
- seleciona os elementos com base em critérios operacionais, nomeadamente:
- proximidade geográfica,
- disponibilidade imediata,
- viatura própria,
- kit de identificação
- confirmação efetiva de contacto;
- assegura o envio de orientações de missão, a articulação institucional e a ativação do seguro, a qual é feita pela OPP.
No terreno, as equipas atuam sob coordenação operacional da ANEPC, mantendo-se a OPP em acompanhamento permanente da missão.
Capacidade nacional da Bolsa
Atualmente, a Bolsa integra:
2 502 psicólogos/as a nível nacional.
No contexto recente das tempestades, e a título ilustrativo da capacidade territorial, o distrito de Leiria conta com:
85 psicólogos/as integrados na Bolsa.





















