
A ativação da Bolsa foi formalmente solicitada, a partir do dia 5 de fevereiro, dia em que foi decretada a situação de calamidade, pelo Centro de Apoio de Intervenção Psicológica em Crise (CAPIC) do INEM, em articulação com o Ministério da Saúde, e por autarquias articuladas com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANECP).
As equipas de intervenção que integram a Bolsa e que possuem a formação especializada da OPP complementaram e reforçaram a intervenção dos psicólogos das diferentes estruturas locais no terreno (Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS), IPSS's, Juntas de Freguesia, Unidades Locais de Saúde (ULS). Foram constituídas cada uma por cinco psicólogos, um dos quais responsável pela coordenação local com as entidades no terreno, de acordo com o previsto no protocolo de atuação.
A OPP esteve, desde o primeiro momento, e continua no momento atual, em contacto permanente com as autarquias, a ANEPC, o CAPIC-INEM, e as estruturas da Saúde e da Segurança Social, quer no contributo para a resposta do país na intervenção em situação de calamidade quer, em particular desde o último ano, contribuindo especialmente para o desenvolvimento de um modelo integrado e preventivo de intervenção psicológica e psicossocial de base comunitária, com vista à recuperação e construção da resiliência das populações..
A ativação da bolsa seguiu o previsto no Protocolo de Cooperação com a ANEPC, que visa agilizar a intervenção de Psicólogos no âmbito da ativação do Plano Nacional de Emergência, onde se prevê a articulação com as entidades competentes.
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O que é e para que serve a Bolsa para a Intervenção Psicológica em Situações de Catástrofe?
A Bolsa de Psicólogos/as para Intervenção Psicológica em Situação de Catástrofe foi criada no âmbito da sua responsabilidade social e formalizada através de protocolo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o objetivo de integrar a OPP como agente do Sistema Nacional de Proteção Civil no domínio da intervenção psicológica em contextos de acidente grave ou catástrofe.
A Bolsa destina-se à resposta psicológica precoce e imediata em contextos de emergência, nomeadamente através da aplicação de Primeiros Socorros Psicológicos, apoiando vítimas, familiares e profissionais de socorro, em articulação com as estruturas de proteção civil no terreno. Não se destina à prestação de acompanhamento clínico continuado nem ao tratamento posterior de psicopatologia.
Quem integra a Bolsa?
Integram esta Bolsa exclusivamente psicólogos/as com formação específica da OPP em Intervenção Psicológica em Situação de Catástrofe, estando habilitados para intervir em contextos de elevada exigência técnica, organizacional e ética.
Como é feita a ativação?
Ocorre exclusivamente mediante solicitação formal da ANEPC à OPP; enquadra-se no modelo de comando e coordenação do sistema de proteção civil e na organização do respetivo Teatro de Operações; é acionada quando se verifica a necessidade de reforço especializado em intervenção psicológica, após mobilização das respostas de primeira linha no terreno.
A OPP não ativa a Bolsa por iniciativa própria nem responde a pedidos diretos de municípios, entidades locais ou cidadãos sem que a mesma seja feita em articulação formal com a ANEPC ou com o CAPIC-INEM.
Capacidade nacional da Bolsa
Atualmente, a Bolsa integra: 2 502 psicólogos/as a nível nacional.





















