
A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) vem manifestar a sua indignação e protesto pela forma parcial como o tema foi abordado num canal público com responsabilidades acrescidas na disponibilização de informação séria e isenta aos cidadãos.
As reportagens e debates emitidos lançaram graves suspeitas sobre a idoneidade e imparcialidade dos psicólogos que atuam no contexto do sistema de promoção e protecção português, pondo em causa o rigor das suas intervenções técnicas. Sublinhamos que a actividade desenvolvida por psicólogos se encontra devidamente enquadrada através do código deontológico que integra os princípios éticos da actividade profissional da Psicologia em qualquer área e contexto e tem como objectivo guiar os psicólogos no sentido de práticas de excelência.
As generalizações sobre o desempenho dos psicólogos e a suspeição sobre as motivações que determinam os pareceres emitidos (e.g. alimentar o "negócio do sistema de acolhimento, em que as crianças e jovens são matéria-prima") constituem uma ofensa grave que consideramos inaceitável.
O impacto negativo dos conteúdos emitidos é acentuado pelo facto de influenciar as percepções dos cidadãos sobre as decisões e a competência profissional dos psicólogos no âmbito da protecção de crianças e jovens em situação de perigo que, pela sua natureza, são de extrema complexidade.
A OPP considera que é urgente a reposição da verdade de uma forma séria e isenta salvaguardando a idoneidade, imparcialidade e o rigor técnico que sustenta a intervenção dos psicólogos junto de crianças e jovens em situação de perigo.
A OPP encontra-se hoje, como sempre, disponível para colaborar com todas as entidades na prestação de informação rigorosa e cientificamente suportada aos cidadãos, bem como para o trabalho no sentido do maior acesso dos cidadãos aos serviços de Psicologia e à criação de condições para a melhoria das intervenções.





















