Ordem dos Psicólogos

Certificação APCER

Bastonário da OPP visita núcleo de Psicologia do ACeS de Santo Tirso/Trofa

21.Julho.2021

A Direcção da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e a Delegação Regional do Norte (DRN) visitaram esta terça-feira o Núcleo de Psicologia Clínica e da Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) de Santo Tirso/Trofa. A autonomia é uma realidade neste serviço desde Março deste ano.

"É uma forma de reforçar o nosso papel, a nossa identidade profissional. Com a criação do núcleo pudemos criar outras atividades, que não eram possíveis até então", explica Piedade Vieitas, coordenadora da equipa constituída por um total de quatro psicólogos.

Entre as várias actividades que passaram a ser possíveis com a autonomização da psicologia "uma contratualização diferente" e "o desenvolvimento de um plano de acompanhamento interno para diminuir o tempo de espera para as consultas".

"Fizemos ainda, juntamente com os nossos estagiários, uma proposta de investigação à comissão de ética da ARS Norte para o levantamento da situação laboral dos profissionais de saúde no agrupamento de Centros de Saúde do Grande Porto - Santo Tirso/Trofa em contexto de pandemia. Vamos avaliar quer a síndrome de burnout quer os mecanismos de coping utilizados pelos nossos profissionais", anuncia a coordenadora do núcleo.

 

"Chegámos em contexto pandemia, numa altura muito desafiante"

Foi em plena pandemia de COVID-19 que Marta e Filipe chegaram ao ACeS Santo Tirso/Trofa. Os contratos de quatro meses têm-se renovado, mas a incerteza paira na sala. Uma realidade ainda mais dura quando o trabalho que ali desenvolvem, nota-se, enche-os de orgulho.

"Chegámos numa altura desafiante, com o serviço a ser reorganizado para uma resposta que era necessária. A consulta assistencial passou a ser feita à distância", conta Marta. "Tentamos sempre acompanhar os utentes da melhor forma e com uma maior brevidade", acrescenta Filipe.

Para a psicóloga Liliana, que reconhece a falta que os dois colegas fazem ao serviço, são também claros os desafios impostos pela COVID-19. "Nunca se tinha imaginado fazer consultas de psicologia através do telefone ou de videochamada e isto foi desafiante tanto para nós como para os próprios utentes", explica.

A realidade passou, no entanto, a ser essa e da adversidade surgiram soluções: "a nossa actuação passou a ser mais diversificada. Termos uma consulta por telefone e por videochamada passou a ser uma realidade de tal ordem que muitos pacientes preferem-nas", conta Marta. Liliana é rápida a complementar a ideia: "nas videochamadas conseguimos ter uma noção mais ampla da pessoa. É a única forma de se poder ver o sorriso, a forma como se expressa e isso também é importante numa consulta."